Luiz Felipe Scolari

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Luiz Felipe Scolari
Luiz Felipe Scolari

Luiz Felipe Scolari

Informações pessoais
Nome completo Luiz Felipe Scolari
Apelido Felipão
Data de nasc. 09 de novembro de 1948 (72 anos)
Local de nasc. Passo Fundo-RS, BRA
Nacionalidade Brasil Itália
Informações profissionais
Função Treinador
Altura 1,84m
Funções
Jogador
Jogador
Treinador
Treinador
Árbitro
Árbitro
Números no Grêmio como Treinador
Jogos V E D Aprov
370 177 105 88 57.3%
  • A estatística pode estar incompleta.
Equipes que treinou
Anos Clubes
1982 Brasil CSA
1982 Brasil Juventude (Sub-20)
1983 Brasil Juventude
1983-1984 Brasil Brasil de Pelotas
1984-1985 Arábia Saudita Al-Shabab
1986 Brasil CSA
1986 Brasil Pelotas
1986-1987 Brasil Juventude
1987 Brasil Grêmio
1988 Brasil Goiás
1988-1990 Kuwait Qadsia
1990 Kuwait Kuwait
1990 Brasil Coritiba
1991 Brasil Atlético Goianiense
1991 Brasil Criciúma
1991-1992 Arábia Saudita Al-Ahli
1992-1993 Kuwait Qadsia
1993-1996 Brasil Grêmio
1997 Japão Jubilo Iwata
1997-2000 Brasil Palmeiras
2000-2001 Brasil Cruzeiro
2001-2003 Brasil Brasil
2003-2008 Portugal Portugal
2008-2009 Inglaterra Chelsea
2009-2010 Uzbequistão Bunyodkor
2010-2012 Brasil Palmeiras
2012-2014 Brasil Brasil
2014-2015 Brasil Grêmio
2015-2017 China Guangzhou Evergrande
2018-2019 Brasil Palmeiras

Luiz Felipe Scolari, também conhecido como Luiz Felipe Scolari (Passo Fundo-RS, BRA, 09 de novembro de 1948).

Icone Livro.png História

Luiz Felipe Scolari é um dos treinadores mais bem sucedidos da história do futebol brasileiro, tendo conquistado quase todos os grandes títulos possíveis a um técnico do Brasil. Foi campeão da Copa do Mundo como técnico da Seleção Brasileira em 2002, além de conquistar duas Copas Libertadores da América em 1995 e 1999 e diversos outros títulos continentais, nacionais e regionais, tanto no Brasil quanto em sua carreira internacional.

Vida pessoal

Felipão e esposa
Foto: Globo.com

Nascido na cidade de Passo Fundo no estado do Rio Grande do Sul, Felipão é filho de Benjamin e Cecily Leda Scolari. Luiz Felipe Scolari iniciou sua carreira futebolística no Aimoré aos dezessete anos, atuando como zagueiro pelos juvenis do clube de São Leopoldo, o mesmo clube e posição que seu pai havia jogado anos antes[1]. Jogou no Aimoré de 1966 até 1973, e, no mesmo período, dava aulas no Ginásio Industrial, hoje Escola AJ Renner, na cidade de Montenegro-RS. [2]. Tempos depois foi professor de educação física na Escola Estadual Cristóvão Mendonza e no Colégio La Salle Carmo, ambos em Caxias do Sul.

Nesse período Luiz Felipe Scolarivivia em Canoas, estudando conceitos de Educação Física no Instituto de Porto Alegre. Além de lecionar em Montenegro, atividade desempenhada nas manhãs, realizava treinamentos no Estádio Cristo Rei no restante do período. Apesar da jornada, Luiz Felipe Scolari já demonstrava empenho em busca de seu objetivo de ser jogador de futebol. Embora sua carreira profissional tenha iniciado tempos depois, chegou a jogar no futebol amador pela equipe do São Cristóvão e a participar de uma avaliação, as chamadas peneiras, no Internacional. Também se aventurou como lateral-direito antes de se estabelecer na função de zagueiro.

Em 1973 se casou com Olga Pasinato, hoje Scolari, com quem permanece unido até os dias atuais. Ambos se conheceram aos 16 anos[3], sendo parte do estimulo ao estudo por imposição do pai de Olga. Após o casamento, Luiz Felipe Scolari e Olga foram viver na serra gaúcha, onde o ídolo gremista seguiu trilhando seu sonho de ser jogador, sempre com a bênção de Nossa Senhora do Caravaggio, da qual é grande devoto. Outro destaque pessoal é sua cidadania italiana, concedida em razão de seus avós serem imigrantes da região do Vêneto.

Carreira de jogador

Felipão jovem
Foto: Globo.com
Luiz Felipe Scolari em 1979, durante jogo do Caxias contra o Grêmio, pelo Gauchão
Foto: Agência RBS
Felipão no Aimoré
Foto: Globo.com

Apesar das aventuras nos times do Colégio Conceição, onde estudou, do São Cristóvão e do Montenegro, foi em 1969, com a contratação pelo Aimoré, que Luiz Felipe Scoari finalmente iniciava sua carreira no futebol profissional. Foi lá que começou a construir sua carreira, inicialmente como lateral-direito, depois definitivamente como zagueiro. Mas não foi apenas a carreira profissional que começou a ser construída ali, como também sua fama de linha-dura e extremamente dedicado.

No Aimoré foi o líder da equipe em campo, em um plantel conhecido por muitos como o “melhor Aimoré de todos os tempos”[3]. Em que pese o tradicional clube de São Leopoldo tivesse obtido grandes feitos em outros períodos de sua história, de fato aquele Aimoré foi um dos últimos times até os dias atuais que conseguiu fazer frente aos demais clubes da primeira divisão gaúcha, obtendo inclusive um quarto lugar no estadual, melhor classificação do índio capilé na competição.

Em 1973, o já conhecido Felipão foi incumbido de negociar o contrato de Mauricio, seu colega de campo no Aimoré, devido a sua capacidade e personalidade. Não só conseguiu um bom contrato para o centro-médio do time de São Leopoldo, como também despertou interesse dos dirigentes do Caxias, que o contrataram. Luiz Felipe Scolari chegou em um momento de transição do Caxias, à época conhecido como Flamengo. O clube de Caxias do Sul iniciava tempos depois da chegada de Luiz Felipe Scolari a construção de seu novo estádio, o Centenário, visando garantir para si uma vaga no Campeonato Brasileiro de 1976, graças a uma promessa da Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF.

O novo Estádio do Caxias, inaugurado em 1976, deu início aos trabalhos em partida contra o Internacional, em vitória por 2x1 dos donos da casa e com Luiz Felipe Scolari em campo. A verdade é que a vitória sobre o futuro campeão brasileiro de 1976 não foi mera coincidência, pois aquele Caxias, que terminaria o Campeonato Brasileiro em quinto lugar no Grupo A com a mesma pontuação do Palmeiras, último classificado, foi uma das grandes equipes da história do clube grená, conseguindo ficar entre os quatro primeiros no Gauchão em cinco dos seis anos que esteve no clube.

E não foi só de vagas que viveu o Caxias de Felipão. A equipe grená conquistou grandes feitos, incluindo quatro títulos de Campeão do Interior e uma Seletiva do Campeonato Brasileiro. Foi também duas vezes vice-campeã da Copa Governador do Estado. Do Caxias, Luiz Felipe Scolari rumou ao Juventude em 1979, não repetindo o sucesso desempenhado na equipe do Caxias. O período curto de 1979 até 1980 e suposto desentendimento com dirigentes do clube alvi-verde, contribuíram para que a passagem do zagueiro tenha sido apagada[3].

Depois da passagem pelo Juventude, foi para o Novo Hamburgo, e, de lá, acabou contratado pelo CSA no ano de 1981. Em razão das limitações dos clubes que defendeu, Luiz Felipe Scolari foi conquistar o maior título de sua carreira de jogador justamente no time alagoano, com a vitória no Campeonato Alagoano de 1981. O título estadual colocava fim à sua jornada como jogador, mas dava início a uma carreira muito mais destacada como treinador, onde brilharia e se tornaria em um dos maiores nomes de todos os tempos.

Carreira de treinador

O início

Felipão no Grêmio
Foto: Gazeta Press

Luiz Felipe Scolari pendurou as chuteiras em 1981, mas logo no ano seguinte iniciaria a profissão a qual estava predestinado a brilhar. Com estilo característico de liderança, sua forma linha-dura e ao mesmo tempo paternal, Luiz Felipe Scolari foi chamado para ser o treinador da equipe. Sua primeira experiência na casamata foi curta, com estreia em 17 de janeiro, deixou o clube em 10 de fevereiro com uma campanha de uma vitória, quatro empates e duas derrotas, apesar de garantir um 3x3 contra o tradicional Fluminense em 7 de janeiro no Estádio Rei Pelé. O treinador não defendeu o time pelo campeonato estadual, comandando a equipe apenas em sete jogos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol de 1982.

Depois da passagem relâmpago pelo CSA, retornou em 1983 ao Rio Grande do Sul, dessa vez para treinar seu ex-clube, o Juventude. No mesmo ano seria contratado pelo Brasil de Pelotas, onde acabou vice-campeão do Campeonato Gaúcho de 1983 ao vencer o Grêmio por 4x0 na decisão do vice-campeonato. Com a façanha de vencer o Campeão do Mundo de 1983, Luiz Felipe Scolari despertou interesse no outro lado do mundo, sendo contratado pelo Al-Shabab, de Riyadh, Arábia Saudita, onde ficou de 1984 até 1985.

No ano de 1986 Luiz Felipe Scolari retornou ao Brasil, novamente para treinar o CSA e mais uma vez por pouco tempo. Com seu nome marcado na história do futebol pelotense, retorna à cidade de Pelotas, mas dessa vez para treinar a equipe do Pelotas, arqui-rival do xavante, clube com o qual havia conquistado o vice-campeonato estadual anos atrás. De Pelotas retornou ainda em 1986 para o Juventude, onde conquista o título de Campeão do Interior de 1986, e, em 1987, fez parte da campanha do clube alvi-verde que garantiu a participação da equipe juventudista no módulo amarelo do Campeonato Brasileiro de 1987.

Primeira passagem pelo Grêmio

Felipão construiu um relacionamento muito próximo dos jogadores
Foto: Desconhecido

Com as boas atuações e relevantes trabalhos realizados no interior do Rio Grande do Sul, Luiz Felipe Scolari é contratado como técnico do Grêmio no ano de 1987, ocupando o lugar do uruguaio Juan Mujica. Assumiu o time em 3 de junho, comandando o elenco em 15 jogos pelo estadual, inclusive em quatro Grenais, onde venceu dois e empatou os outros dois. Como resultado, conquista seu primeiro grande título pelo Grêmio, o Campeonato Gaúcho de Futebol de 1987.

Logo após a conquista do estadual, Luiz Felipe Scolari lidera o Grêmio em sua excursão à Europa, onde venceria o tradicional Torneio de Berna de 1987, ao vencer o Benfica e o Neuchâtel Xamax, retornando invicto do Velho Continente após nove jogos contra clubes europeus. Pelo Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987, liderou o clube na campanha que acabou em 5º lugar para o Imortal. Mesmo com o bom resultado no estadual, Luiz Felipe Scolari acabou deixando o clube tricolor ao final da temporada, dando lugar a Otacílio Gonçalves.

Continuidade da carreira

Após sair do Grêmio, Luiz Felipe Scolari foi contratado pelo Goiás em 1988, mas sua passagem durou muito pouco tempo. Ainda naquela temporada, receberia uma proposta do Qadsia, que à época atraia grandes nomes em razão do bom momento econômico vivido pelo Kuwait em razão do petróleo[4]. No clube kuwaitiano, foi campeão da Copa do Emirado do Kuwait e Taça da Liga Kuwait, permanecendo no clube até 1990, quando assumiu a Seleção Kuwaitiana e conquistou a Copa do Golfo de 1990. Neste mesmo ano retorna ao Brasil para treinar o Coritiba.

A carreira de Luiz Felipe Scolari se consolidaria ainda na década de 90. Com a transferência para o Criciúma em 1991, marcaria seu nome na história do futebol catarinense ao vencer a Copa do Brasil de 1991 sobre o Grêmio, o maior título nacional do futebol catarinense até os dias atuais. No clube criciumense ainda conquistaria o Campeonato Catarinense antes de retornar ao futebol saudita para defender o Al-Ahli ainda em 1991. Retornou ainda ao Qadsia antes de sua volta ao Grêmio no ano de 1993.

Segunda passagem pelo Grêmio

Felipão conquistou uma de suas duas Libertadores com o Grêmio
Foto: Desconhecido

Após decisões memoráveis contra o Grêmio, com destaque no Campeonato Gaúcho de 1983 e Copa do Brasil de 1991, bem como sua passagem anterior, Luiz Felipe Scolari retornaria ao Grêmio em 2 de setembro de 1993, com um objetivo muito claro: recolocar o Grêmio no mapa dos grandes clubes do Brasil após o descenso em 1991.

O técnico gremista sofreu grande pressão de início, em razão do baixo rendimento no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1993, onde acabaria eliminado na primeira fase. A temporada de 1993 foi um recomeço tumultuado do Tricolor, pois, retornando da segunda divisão, o Grêmio deixou escapar o título da Copa do Brasil diante do Cruzeiro. A conquista do Campeonato Gaúcho de Futebol de 1993 acabou sendo o alento para a torcida gremista.

Pressionado, o então presidente Fábio Koff, campeão do Mundial de Clubes de 1983 e da Copa Libertadores da América no mesmo ano, bancou a permanência do técnico no ano de 1994. Meses depois, Luiz Felipe Scolari conquistaria a Copa do Brasil de 1994 sobre o Ceará, título que contou com grande campanha invicta e duelos contra grandes clubes como Vasco e Corinthians.

A taça da Copa do Brasil não era o único motivo de comemoração da torcida gremista. Com a conquista, o Grêmio garantiu sua participação na Copa Libertadores da América. Em uma temporada memorável, Luiz Felipe Scolari levaria o Grêmio ao título da Copa Libertadores da América de 1995, Campeonato Gaúcho de 1995 e a Copa Sanwa Bank de 1995, além da final da Copa do Brasil de 1995 e do Mundial de Clubes de 1995, vencidos por Corinthians e Ajax, respectivamente.

No ano de 1996, Luiz Felipe Scolari garantiria outras conquistas para o Tricolor Gaúcho. Venceu o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996, a Recopa Sul-Americana de 1996 e o Campeonato Gaúcho de Futebol de 1996, garantindo uma tríplice coroa ao Grêmio e marcando definitivamente seu nome como um dos maiores ídolos da história do clube.

Carreira vitoriosa em outros clubes

Felipão tomando chimarrão
Foto: Desconhecido

Após sua grandiosa passagem pelo Grêmio, Luiz Felipe Scolari foi contratado pelo clube japonês Jubilo Iwata em 1997, em momento marcante do futebol nipônico, que iniciava grandes investimentos e profissionalização. As dificuldades do idioma e a própria limitação estrutural e humana do futebol local não permitiram ao treinador um grande trabalho, fundamentando seu retorno ao futebol brasileiro na mesma temporada.

A volta ao país do futebol foi patrocinada pelo Palmeiras, à época a grande "Seleção Parmalat", apelido em razão do financiamento pesado da gigante de laticínios ao clube alvi-verde. No clube paulista, Luiz Felipe Scolari conquistou o vice do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1997, perdendo a decisão para o Vasco, equipe que viria a ser campeã da Copa Libertadores da América de 1998.

No ano seguinte conquistaria a Copa do Brasil de 1998 ao vencer o Cruzeiro na final, sua terceira conquista na competição. Venceria ainda a Copa Mercosul de 1998, novamente em final contra o Cruzeiro. A conquista foi o primeiro título continental do clube palmeirense.

Apesar da passagem já destacada, foi em 1999 que Luiz Felipe Scolari atingiu o auge na casamata do Palmeiras. Com um grande elenco, conquistaria a Copa Libertadores da América contra o Deportivo Cali, da Colômbia, nos pênaltis. No Mundial de Clubes, acabou derrotado por 1x0 pelo Manchester United.

Luiz Felipe Scolari ficou no Palmeiras até 2000, quando se transferiu para o Cruzeiro, equipe que tinha sido algoz no ano de 1998, quando venceu as duas finais disputadas. Como técnico do celeste de Belo Horizonte, conquistou a Copa Sul-Minas de 2001, antes de assumir a Seleção Brasileira.

Primeira passagem pela Seleção Brasileira

Em 2001, Luiz Felipe Scolari foi convocado para treinar a Seleção Brasileira, seu currículo vitorioso e filosofia de trabalho foram determinantes para a contratação, sendo o técnico considerado ideal para recuperar a auto-estima da Seleção, maculada por constantes insucessos dentro de campo. Sucessor de Leão, recebia em suas mãos uma seleção desacreditada, ameaçada de não se classificar para a Copa do Mundo.

Organizou o time e garantiu classificação na Copa do Mundo de 2002, mas derrotas como a sofrida para a Seleção de Honduras na Copa América de 2001 mantinham grande pressão sobre o técnico, sobretudo após a não convocação de Romário para a Copa de 2002.

Por fim, as decisões tomadas pelo treinador foram decisivas para a conquista do título. As apostas em Ronaldo e Rivaldo, que decidiram o Mundial daquele ano, foram determinantes, sendo a conquista do Mundial de Seleções pelo Brasil obtida com uma campanha de 100% e vitória na final sobre a Seleção Alemã.

Seleção Portuguesa

Felipão campeão do Mundo
Foto: Desconhecido

Luiz Felipe Scolari permaneceu como técnico da Seleção Brasileira até 2003, quando decidiu comandar a Seleção Portuguesa, levando a equipe até a final da Eurocopa de 2004, sendo derrotado pela Seleção da Grécia no Estádio da Luz, em Portugal, até então a maior façanha da Seleção Portuguesa em sua história.

Em 5 de julho de 2003 foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, em razão da campanha na Eurocopa. Mas seu verdadeiro préstimo à Seleção local foi a brilhante campanha na Copa do Mundo de Seleções de 2006, quando levou Portugal até as semifinais da competição, derrotando Holanda e Inglaterra, nas oitavas e quartas-de-final, respectivamente. Luiz Felipe Scolari apenas foi eliminado diante da França nas semifinais, ficando em quarto lugar na competição, após derrota para a Alemanha.

Luiz Felipe Scolari permaneceu no comando da Seleção Portuguesa até 2008, enfrentando o Brasil em duas oportunidades, ambas com vitória portuguesa, por 2x1 e 2x0, em 2003 e 2006, respectivamente.

Chelsea, Bunyodkor e retorno ao Palmeiras

O sucesso de Luiz Felipe Scolari na Seleção Portuguesa despertou o interesse da equipe inglesa do Chelsea, que o contratou em 1º de julho de 2008. A estreia do treinador foi em 17 de agosto de 2008, em vitória do Chelsea sobre o Portsmouth por 4x0. Em 9 de fevereiro de 2009 foi demitido do comando técnico do clube londrino em razão de problemas internos, sendo que o baixo investimento no futebol também contribuiu para uma série de maus resultados da equipe inglesa e consequente demissão do treinador[5].

Pouco tempo depois de deixar o Chelsea, Luiz Felipe Scolari assumiu o Bunyodkor, do Uzbequistão, em 1º de julho de 2009. Em outubro do mesmo ano, conquistou de forma invicta o Campeonato Uzbeque de Futebol de 2009, com quatro rodadas de antecipação, após 23 vitórias seguidas. Em uma campanha de 95,55% de aproveitamento, o clube conquistou 28 vitórias e 2 empates, sem ter perdido sequer uma vez.

Em 13 de junho de 2010 Luiz Felipe Scolari foi anunciado como novo treinador do Palmeiras, substituindo Antônio Carlos Zago. Conquistou sua quarta Copa do Brasil em 2012, ao vencer de forma invicta a competição e garantir ao Palmeiras um título de expressão após jejum de 14 anos, mas acabou demitido do clube em 13 de setembro de 2012, após sucessivos maus resultados no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2012, que culminaram com o rebaixamento do clube alvi-verde, mesmo após a saída do técnico.

Segunda passagem pela Seleção Brasileira

Felipão emocionado em seu retorno ao Grêmio
Foto: Desconhecido

Na data de 28 de novembro de 2012 Luiz Felipe Scolari selou seu retorno à Seleção Brasileira, em comissão técnica formada por outro importante nome, Carlos Alberto Parreira. Meses depois, conquistaria a Copa das Confederações de 2013, recuperando parte da confiança da torcida e mídia nacional após vencer grandes seleções, como Itália, Uruguai e Espanha, então campeã do Mundo, na final.

Na Copa do Mundo de Seleções realizada no Brasil, levou a Seleção Brasileira até a semifinal da competição, tendo sofrido a pior derrota de sua carreira, após perder por sete gols diante da Seleção Alemã, score final de 7x1 para os visitantes. Na disputa do terceiro lugar, mais uma derrota, dessa vez para a Holanda, que culminou na já esperada demissão do treinador.

Terceira passagem pelo Grêmio

Em 29 de julho de 2014, o Grêmio anunciou o retorno de Luiz Felipe Scolari ao clube, ocupando o cargo deixado por Enderson Moreira. Garantiu uma boa atuação do time tricolor, que passava por momentos de turbulência no comando do técnico anterior.

No comando técnico, Luiz Felipe Scolari garantiu um score de 4x1 em Grenal realizado pelo Campeonato Brasileiro de Futebol de 2014. À época, o Grêmio não goleava o Internacional desde o ano de 1990, sendo um dos resultados mais expressivos da passagem do treinador pelo clube. Em 19 de maio de 2015, sem conseguir repetir o sucesso da última passagem e ciente da crise financeira do clube, pediu demissão, abrindo mão de direitos trabalhistas e rumando à China logo depois.

Guangzhou Evergrande e atualmente

Em 4 de junho de 2015, Luiz Felipe Scolari foi anunciado como novo técnico da equipe do Guangzhou Evergrande. No comando do clube chinês, conquistou a Liga dos Campeões da AFC em 2015, o Campeonato Chinês de 2015, 2016 e 2017; a Copa da China em 2016 e a Supercopa da China em 2016 e 2017. Em 16 de outubro de 2017 anunciou que não renovaria o seu contrato.

Terceira passagem pelo Palmeiras

No dia 26 de julho de 2018 retornou ao Palmeiras, sua terceira passagem pelo clube, onde meses depois se sagraria campeão brasileiro em uma campanha invicta por 23 rodadas, desde sua chegada ao clube, e o melhor turno da história dos pontos corridos.

Títulos

Como jogador

CSA
  • Alagoas Campeonato Alagoano: 1981

Como treinador

Qadsia
Seleção Kuwait
  • Kuwait Copa do Golfo: 1990
Júbilo Iwata
  • Japão Liga Japonesa de Futebol: 1997
Criciúma
Grêmio
Palmeiras
Cruzeiro
Bunyodkor
Guangzhou Evergrande
Seleção Brasileira
  • Troféu da Copa do Mundo.png Copa do Mundo de Seleções: 2002
  • FIFA Copa das Confederações: 2013

Prêmios Individuais

  • FIFA Melhor treinador do mundo: 2002, 2003 e 2004
  • FIFA Melhor treinador da Copa das Confederações (Equipe do Campeonato): 2013
  • FIFA Terceiro melhor técnico do mundo: 2013
  • CONMEBOL Treinador Sul-Americano do Ano: 1995, 1999 e 2002
  • Confederação Asiática de Futebol Melhor treinador da Ásia: 2015
  • Brasil Melhor treinador do Campeonato Brasileiro: 1996
  • China Melhor treinador do Campeonato Chinês: 2015, 2016 e 2017
  • Brasil Prêmio Craque do Brasileirão - Melhor treinador: 2018
  • Brasil Prêmio Telê Santana: 2018
  • Brasil Troféu Mesa Redonda - Melhor treinador: 2018

Condecorações

  • Brasil Ordem Nacional do Mérito - Cavaleiro: 2002
  • Portugal Ordem do Infante Dom Henrique : 2004


Banco de dadosEstatística como treinador do Grêmio

GRÊMIO Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols pró Gols contra Saldo de gols Aproveitamento
Mandante
168
110
37
21
318
127
191
72.8%
Visitante
202
67
68
67
251
213
38
44.4%
Total
370
177
105
88
569
340
229
57.3%

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Banco de dadosJogos em que Luiz Felipe Scolari treinou a equipe do Grêmio

Estreia
Grêmio 1 x 0 Inter de Santa Maria - 03/06/1987
Último Jogo
Coritiba 2 x 0 Grêmio - 16/05/2015
Banco de dados.png

Referências

  1. Acervo Personalidades Luis Felipe Scolari acervo.estadao.com.br (16 de novembro de 2017). Visitado em 16 de novembro de 2017.
  2. Ex-craques participam de encontro com Felipão www.fatonovo.com (3 de Setembro de 2013). Visitado em 16 de novembro de 2017.
  3. 3,0 3,1 3,2 Fominha, linha-dura e empresário: Felipão, sempre técnico desde guri globoesporte.globo.com (5 de junho de 2014). Visitado em 16 de novembro de 2017.
  4. Ex-presidente do Goiás recorda o dia em que deu emprego a Felipão superesportes (11 de junho de 2013). Visitado em 16 de novembro de 2017.
  5. Imperador, traição e sabotagem: os sete meses de Felipão no Chelsea globoesporte.globo.com (23 de março de 2013). Visitado em 16 de novembro de 2017.