Luiz Carlos Tavares Franco

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Caio
Arquivo:Luiz Carlos Tavares Franco.jpg
Informações pessoais
Nome completo Luiz Carlos Tavares Franco
Data de nasc. 16 de março de 1955
Local de nasc. Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Falecido em 12 de fevereiro de 2019 (63 anos)
Altura 1,84 metros
Informações profissionais
Equipe atual Aposentado
Posição Atacante
Números no Grêmio como Jogador
Jogos Gols Média
75 19 0.25
  • A estatística pode estar incompleta.
Números no Grêmio como Treinador
Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
  • Não atuou no Grêmio como treinador.
Clubes de juventude
1964-1966
1966-1975
Brasil Brasil Novo
Brasil Botafogo
Clubes profissionais
Anos Clubes
1975-1976
1976-1977
1977-1978
1978
1978-1979
1979-1983
1981-1983
1984
1985-1986
1986
1986-1990
1990-1991
Brasil Botafogo
Brasil Madureira
Brasil Moto Club
Brasil Paysandu
Brasil Moto Club
Brasil Portuguesa
Brasil Grêmio
Brasil Grêmio
Brasil Moto Club
Brasil Tuna Luso
Brasil Moto Club
Brasil Sampaio Corrêa
Times/Equipes que treinou
Anos Clubes
Brasil Caxiense
Brasil Tupan
Brasil Imperatriz
Brasil Maranhão
Brasil Moto Club
Brasil Açailândia

Luiz Carlos Tavares Franco, também conhecido como Caio (Rio de Janeiro-RJ, 16 de março de 1955). Foi um treinador e futebolista brasileiro que atuava como centroavante. Foi jogador profissional do Grêmio entre 1983 e 1984. Morava na cidade de Ivoti no Rio Grande do Sul, onde cuidava do alojamento do Ivoti/Globalfut, antes de falecer aos 63 anos.

Carreira

Categorias de base

Criado no bairro de Madureira na cidade do Rio de Janeiro, Caio teve uma infância humilde. A família tinha mais quatro filhos além de Caio, e o pai, Valter Franco, era fotógrafo. Quando garoto Caio atuava pelas categorias infantis do Brasil Novo, clube do bairro do Madureira, do qual o seu pai era sócio. Em partida amistosa entre Brasil Novo e Botafogo, Caio teve ótimo desempenho e chamou a atenção de Joca e Joel, treinadores do dente de Leite do Botafogo. Imediatamente foi levado pelos dois treinadores para treinar no Botafogo. Antes treinando no clube do bairro que morava, no Botafogo, para treinar, pegava o trem de Madureira até a Central do Brasil, indo em seguida para o campo do Botafogo. Como o pai de Caio, Sr. Valter, era botafoguense, incentivou o filho a frequentar o chamado dente de leite do alvinegro. Ficou ali dos 11 aos 19 anos, onde foi subindo de categoria (dente de leite, juvenil e profissionais). Conciliava os treinos com os estudos, no Colégio Piedade e posteriormente na Faculdade Gama Filho.

Botafogo

Iniciou a sua carreira profissional no Botafogo como ponta-direita. Estreou no dia 23 de Maio de 1975, na derrota para o América em pleno Estádio do Maracanã, pelo Campeonato Carioca daquele ano. Porém o jovem Caio não encontrou espaço no alvinegro, pois o time da época contava com ótimo elenco, tendo craques como Zequinha, Gérson e Afonsinho. Caio jogou apenas essa partida pelo Botafogo e foi emprestado ao Madureira por indicação de Zequinha.

Madureira

Pelo Madureira, estreou justamente contra o seu ex-clube, o Botafogo, na derrota por 3 a 0 para o alvinegro carioca. Caio foi um dos destaques da equipe no Campeonato Carioca, apesar do Madureira não ter bom desempenho. Naquele ano o Campeonato Carioca contava com craques como Adílio, Andrade, Zico e Roberto Dinamite. O então ponta-direita Caio passou quase dois anos na equipe da Rua Conselheiro Galvão, antes de transferir-se, em 1977, aos 22 anos, ao Moto Club por intermédio do Coronel Santana, que havia sido treinador do Maranhão Atlético Clube e que havia conhecido Caio durante um jogo no Rio de Janeiro.

Moto Clube

Caio já deixou a capital carioca com o contrato assinado, após ganhar passe livre no clube carioca. Chegou a São Luis em uma quarta feira à tarde, dia 18 de Maio, e à noite já estava nas tribunas do Nhozinho Santos, para acompanhar a vitória do seu novo clube diante do Tupan por 3 a 0. Sua estréia foi uma semana após a sua chegada, contra o Sampaio Corrêa, na decisão do terceiro turno do Campeonato Maranhense. Apesar do Moto Clube ser derrotado, Caio teve grande desempenho na sua estréia, levando vantagem no confronto com o lateral Ferreira do Sampaio Corrêa. Pelas grandes atuações, caiu nas graças da torcida motense. Naquele ano, o técnico Marçal escalava o time no esquema 4-3-3, e logo acabou mudando a posição de Caio, de ponta-direita para centroavante. Escação do Moto Clube da época: Marão; Célio Rodrigues, Vivo, Irineu e Breno; Tião, Toninho Abaeté (Beato) e Edmilson Leite; Alberto, Paulo César e Caio. Caio foi Campeão Maranhense em 1977 e disputou o Campeonato Brasileiro daquele ano.

A fama de Turista nasceu por conta do Jornalista Herbert Fontenelle que o apelidou assim pelo que vinha acontecendo na época com Caio. Caio simplesmente sumia dos treinos e ia ao Rio de Janeiro, mas depois acabava retornando, conversava com o Cassas de Lima, dirigente do Moto Clube, os problemas se resolviam e Caio retornava aos treinos. Sempre especulava-se que, por falta de acerto no contrato, Caio ia embora para o Rio de Janeiro. Na verdade, segundo o próprio jogador, o que muita gente não sabia era que o atleta estava noivo e ela ainda residia no Rio de Janeiro. Caio morava em uma pensão na capital São Luis e fugia para visitar a noiva. Até que o presidente do clube Pereira dos Santos, do alto da sua autoridade de major da polícia, prometeu mandar prendê-lo após uma nova sumida. Nunca mais Caio desapareceu, enterrando de vez a mania de viajar sem um aviso prévio. O apelido de turista, porém, permanece até hoje na capital maranhense.

Paysandu

No inicio de 1978, após um jogo amistoso entre Moto Club e Paysandu, onde o próprio Caio foi o autor de um golaço, ele e Paulo César (destaques da partidas), foram por empréstimo ao Paysandu, para as disputas da Taça de Ouro no primeiro semestre daquele ano. Após a eliminação precoce do bicolor na competição, ambos retornaram ao Moto Clube para as disputas do Campeonato Maranhense.

Moto Clube

Caio retornou a tempo de ver o Moto Clube chegar ao vice-campeonato diante do seu maior rival. No dia 27 de Junho de 1979, o Moto Clube venceu o Vitória do Mar por 8 a 0, em jogo em que o treinador Marçal havia colocado Caio como meia-esquerda. Caio anotou três gols na partida. A essa altura, Caio já vinha sendo observado por João Avelino, olheiro e auxiliar técnico de Oswaldo Brandão, da Portuguesa de Desportos. Avelino estava nas arquibancadas durante a goleada contra o Vitória do Mar e não teve dúvidas em levar o meia-esquerda (Naquele jogo, pois ele no momento já era centroavante) para o Canindé. Quando a Portuguesa o procurou, o atleta já havia conseguido o passe livre, porém, renovado por mais um ano com o Moto como gratidão pela passagem pelo rubro-negro. Caio deu ao Moto o direito de negociá-lo para um grande centro como o futebol paulista, mediante é claro os 15% referentes à transação para a Lusa.

Portuguesa

Chegou a Portuguesa no andamento do Campeonato Paulista de 1979, quando Oswaldo Brandão, treinador da Lusa, foi mandado embora e João Avelino assumiu o cargo. O clube sofreu uma grande reformulação no elenco, chegando alguns bons jovens atletas para o plantel, como Rui Lima, Quaresma, Cacá, Gerson Sodré e o próprio Caio, que terminou o Campeonato Paulista daquele ano como vice-artilheiro (19 gols), um a menos que Rubem Feijão, do Santos.

Quando retornou de férias em São Luis, em Janeiro de 1983, Caio não teve o seu contrato renovado com a Lusa, embora ele tenha sido ídolo do clube e um dos grandes nomes do elenco da Portuguesa. O jogador, então, passou a treinar separadamente do grupo, pois ainda tinha período de contrato a cumprir. Caio ficou na Portuguesa até Março de 1983, sem ao menos conseguir deixar a equipe do Canindé entre os quatro primeiros colocados do campeonato paulista durante toda a sua passagem pelo clube. As suas grandes atuações e o seu refinado trato com a bola, porém, foram o suficiente para despertar o interesse do Grêmio, que o levou após uma breve negociação. Foi por empréstimo à equipe de Porto Alegre por intermédio de Wilton, preparador físico que trabalhou no São Paulo e que, na época, trabalhava no clube porto-alegrense.

Grêmio

O tricolor gaúcho precisava com urgência de um centroavante para a disputa da Taça Libertadores de 1983. Contrataram César, que atuava no futebol português, mas não estava rendendo em campo. Diziam ser pela diferença do calendário entre o futebol brasileiro e o de Portugal. A diretoria, então, oficializou a vinda de Caio, que chegou por empréstimo de dez meses e na condição de reserva de César. Na disputa pela titularidade, Caio levou a melhor, pois estava com condicionamento físico adiantado. Foi o centroavante gremista na Copa Libertadores. Vestiu a camisa do Tricolor gaúcho ao lado de nomes como Renato Portaluppi, Mário Sérgio, Hugo de León e Tita. O treinador era Valdir Espinosa.

Caio foi importante no Grêmio para as conquistas da Copa Libertadores e Mundial de Clubes de 1983. Na final da Libertadores no Estádio Olímpico Monumental, foi dele um dos gols contra o Peñarol do Uruguai. No Mundial em Tókio, perdeu a condição de titular para o recém chegado Paulo César Caju, que havia sido contratado a pedido do treinador Espinosa. Anos depois Caio revelou que se sentiu contrariado com a situação, pois ele vinha sendo o titular e ajudou o Grêmio a chegar ao Japão. Porém, Caju não aguentou sequer o primeiro tempo e Caio foi logo lançado a campo. E foi Caio o autor da assistência do tento da vitória gremista sobre o Hamburgo, da Alemanha, por 2 a 1. Era um momento de maior glória na carreira de Caio. Como prêmio pela conquista, a diretoria Tricolor pagou a cada atleta a quantia de seis mil dólares. [1]

Caio saiu da Portuguesa para o Grêmio por empréstimo com o passe estipulado, com a proximidade do fim do período de empréstimo o Grêmio contratou Caio em definitivo. Durante partida pela Libertadores de 1984, Caio teve uma distensão na virilha, da qual não conseguiu se recuperar naquele ano. Apesar do prestígio que tinha no Grêmio, Caio resolveu deixar o Grêmio, em Dezembro de 1984. O jogador se dizia desacreditado na sua recuperação da lesão e decidiu abandonar os gramados aos 30 anos. O atleta teve propostas de empréstimo para o Santos e Palmeiras, além do Benfica de Portugal ter tentado sua contratação. Mas com a decisão de abandonar os gramados, nada se concretizou e Caio voltou para o Maranhão.

Moto Clube

Ao contrário do que muitos pensam, quando deixou o Grêmio, veio para o Maranhão para outro ramo – investiu em uma rede de Farmácias pela cidade. Caio chegou a abrir cinco farmácias, mas futuramente os negócios naufragaram. Em uma dessas peladas de fim de semana na praia, para espanto do agora aposentado jogador, ele não sentiu mais a incômoda contusão que o atrapalhara nos gramados.

Tinha parado com o futebol, mas na época Mário Carneiro, Cassas de Lima, Ibrahim Assub e outros dirigentes do Moto Clube pediram para o jogador atuar pelo Moto Clube novamente. Porém, o Grêmio ainda era o dono do passe de Caio, sendo assim, não poderia atuar por outra equipe. Mário Carneiro foi até Porto Alegre e conseguiu a liberação do atleta para a sua segunda passagem pelo clube maranhense. Caio assinou um contrato diferente que provocou muitas críticas, onde ele não precisaria viajar e nem se concentrar como os demais jogadores. Caio estreou pelo Moto Clube em 1985.

Em 1986 foi emprestado ao Tuna Luso por seis meses, retornando ao Moto Clube após o período. Caio permaneceu no Moto Clube até 1989, ano do título maranhense. Após a reapresentação do plantel, em janeiro de 1990 foi realizada uma reunião entre o grupo de jogadores, insatisfeitos com os salários atrasados. Neste encontro Caio, um dos mais experientes do grupo confrontou o presidente do clube Edmar Cutrim. Encerrando assim seu vínculo com o Moto Clube. Caio assinou em seguida, por revanchismo, com o Sampaio Corrêa, levado pelo então presidente do seu novo clube, Pedro Vasconcelos.

Sampaio Corrêa

Pela Sampaio Corrêa, foi bicampeão maranhense em 1990 e 1991. Abandonou em definitivo os gramados logo em seguida a conquista do bicampeonato, já com 36 anos.

Treinador no Maranhão

Passou a trabalhar com escolinhas de futebol pelo Cohatrac em São Luís. Foi treinador e auxiliar pela Caxiense, Tupan, Imperatriz, Maranhão e Moto Club. A sua última experiência como treinador foi em 2000, pela equipe do Açailândia, onde encerrou a competição na nona colocação. [2] [3]

Volta ao Rio Grande do Sul

Em 2014, aos 59 anos, Caio estava no Maranhão e trabalhava como taxista, sofrendo de um problema de circulação na perna direita (Trombose) que poderia levar a amputação caso não fosse feita uma cirurgia. Como taxisita recebia aproximadamente R$ 1.500,00 mensais e não conseguia pagar pelo procedimento de aproximadamente R$ 15,000.00. O ex-companheiro de Grêmio Renato Portaluppi revelou na época que já havia se oferecido para resolver o problema, mas que Caio por orgulho havia negado a ajuda. [4] Porém, com a divulgação da notícia, os campeões de 1983, Tarciso, Fábio Koff, de León, Baidek, Renato e Casemiro além do empresário Sérgio Cláudio Madalozzo montaram uma força tarefa para ajudar seu amigo Caio. [5] [6] [7] Caio aceitou a ajuda dos amigos, veio para o Rio Grande do Sul onde fez a cirurgia que precisava e acabou fixando residência em Ivoti onde é zelador dos alojamentos do Sport Club Ivoti, clube administrado pela Globalfut que pertence ao empresário Sérgio Cláudio Madalozzo que o ajudou no momento crítico. [8] [9] [10] [11]

Títulos como jogador

Principais títulos

Outros títulos

Campanhas de destaque

  • 1984 - Bandeiras da América do Sul.gif Vice-campeão da Copa Libertadores da América (Grêmio)

Referências