João Rodrigo Cardoso Esteves

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Cardoso
Cardoso

João Rodrigo Cardoso Esteves

Informações pessoais
Nome completo João Rodrigo Cardoso Esteves
Data de nasc. 25 de dezembro de 1939
Local de nasc. Uruguaiana-RS, BRA
Nacionalidade Brasil
Falecido em 23 de junho de 2019 (79 anos)
Informações profissionais
Função Atacante
Registro CBF 022201
Como jogador do Grêmio
Jogos Gols Média
70 19 0.27
  • A estatística pode estar incompleta.
Clubes profissionais
Anos Clubes
1959 Brasil Uruguaiana
1959-1962 Brasil Grêmio
1962-1963 Brasil Palmeiras
1964-1966 Argentina Newell's Old Boys
1966 Argentina Independiente
1966-1968 Argentina Racing
1968 Brasil Náutico
1969 Argentina Newell's Old Boys

João Rodrigo Cardoso Esteves, também conhecido como Cardoso (Uruguaiana-RS, BRA, 25 de dezembro de 1939 -  BRA, 23 de junho de 2019).

Banco de dadosEstatística como jogador do Grêmio

GRÊMIO Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols pró Gols contra Saldo de gols Aproveitamento
Mandante
25
15
4
6
65
28
37
65.3%
Visitante
45
26
7
12
117
63
54
63%
Total
70
41
11
18
182
91
91
63.8%

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Icone Livro.png História

Aos 20 anos, assinou seu primeiro contrato profissional, após destacar-se em uma olimpíada militar.[1] Foi no time de sua cidade, o Uruguaiana. Três meses depois, realizou o sonho de infância de ir para o Grêmio, após destacar-se em um amistoso contra o Tricolor.[1]

Porém, não encontrou espaço em um time que já contava para a sua posição de centroavante com os ídolos Gessy e Juarez.[1] Continuou sem ser muito aproveitado mesmo após sair-se bem em uma excursão do Grêmio pela Europa, onde marcou doze vezes e chegou a enfrentar inclusive Ferenc Puskás e o Real Madrid.[1] Acabou envolvido em uma transação com o Newell's Old Boys, então na segunda divisão argentina. Cardoso confessou que desconhecia totalmente o futebol vizinho. Mas ali não sentiu-se sozinho; a equipe de Rosário havia contratado outros sete brasileiros, na época em que o Brasil estava embalado com o bicampeonato mundial.[1]

Em 1963, a Lepra conseguiu o acesso para a elite e Cardoso tornou-se ídolo, ficando um total de quatro temporadas na equipe rubronegra, que passou a ser o seu clube de coração.[1]"O Newell's acreditou em mim, que era desconhecido na Argentina. Fui trocado, como se troca um cacho de banana", declararia.[1] Em 1966, em uma das maiores transferências do futebol argentino na época,[1] chegou a uma das grandes equipes do país, o Independiente.[1]

Estreou com tudo, marcando um gol e aproveitando bola dada como perdida para dar passe para outro, empatando uma partida em que os Diablos Rojos perdiam por 0 x 2. O adversário era o Boca Juniors, em plena La Bombonera.[1] Apesar do alto impacto, pouco ficou no clube; no ano seguinte, foi justamente para o arquirrival Racing. Como ponta-direita, participou do ano áureo da Academia, que disputaria sua primeira Taça Libertadores da América, competição que o Independiente já havia vencido duas vezes.

Após jogos truculentos pelo continente ("Era uma loucura. Tu eras maltratado, xingado, apedrejado. No campo, te atiravam pedra, garrafa. A polícia, em vez de cuidar da gente, batia também. A falta era marcada somente em caso de fratura exposta ou nariz quebrado", disse[1]), o Racing chegou à final contra o Nacional do Uruguai, que também aspirava a seu primeiro título na competição. O troféu só foi definido em campo neutro, no Chile, após dois empates sem gols. Cardoso marcou um dos gols da vitória racinguista por 2 x 1, tornando-se herói no clube.[2]

O ano terminou com a conquista inédita do Mundial de Clubes, que time argentino algum havia vencido - o Independiente falhara em suas duas oportunidades até então. O Racing venceu os escoceses do Celtic também em campo neutro, em Montevidéu, após uma vitória para cada lado, enfrentando a grande pressão da torcida uruguaia (que apoiava os britânicos em nome da rivalidade com os argentinos).[1]

Cardoso ficou por mais dois anos no Racing, voltando ao Brasil para jogar no Náutico, mas ficou apenas quarenta dias na equipe de Recife. Após deixar de jogar, tornou-se funcionário do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais, aposentando-se ali como fiel de armazem. Retornou à Argentina para o seu querido Newell's Old Boys, onde aposentou-se pouco depois dos trinta anos. Seguiu festejado no Racing, sendo bastante celebrado no aniversário dos 40 anos do título mundial, em 2007.[1]

Títulos

Grêmio
Racing
  • Libertadores da América: 1967
  • Mundial de Clubes: 1967

Entrevistas

Notas

a. ^ Foram contabilizados o total de partidas e gols somando as duas passagens do atleta pelo clube.


Banco de dadosPartidas como jogador do Grêmio

Estreia
Grêmio 2 x 0 Novo Hamburgo - 07/11/1959
Último Jogo
Grêmio 2 x 3 São José - 23/01/1962


Banco de dados.png

Referências

  1. 1,00 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 1,06 1,07 1,08 1,09 1,10 1,11 1,12 CASSOL, Daniel; STÉDILE, Miguel (fevereiro de 2008). Cardoso, el campeón del mundo Revista Brasileiros, ed. 7. Visitado em 07/11/2010.
  2. Herói de argentinos, brasileiro celebra 45 anos de gol histórico Portal Terra