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Aos 81 anos, decidiu concorrer a presidência do Grêmio, em busca da terceira gestão no comando do clube. Em [[21 de outubro]] de [[2012]] foi eleito pelos sócios do clube com 57,5% dos votos válidos contra 36,7% do atual presidente [[Paulo Odone de Araújo Ribeiro|Paulo Odone]].<ref name=esporte.uol.com.br>{{citar web|url=https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/10/21/fabio-koff-vence-eleicao-e-volta-a-ser-presidente-do-gremio-apos-16-anos.htm|título=Presidente mais vitorioso da história do Grêmio, Fábio Koff vence eleição e volta após 16 anos|acessodata=18 de maio de 2018|autor=Maurício Saldanha|}}</ref>.  
 
Aos 81 anos, decidiu concorrer a presidência do Grêmio, em busca da terceira gestão no comando do clube. Em [[21 de outubro]] de [[2012]] foi eleito pelos sócios do clube com 57,5% dos votos válidos contra 36,7% do atual presidente [[Paulo Odone de Araújo Ribeiro|Paulo Odone]].<ref name=esporte.uol.com.br>{{citar web|url=https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/10/21/fabio-koff-vence-eleicao-e-volta-a-ser-presidente-do-gremio-apos-16-anos.htm|título=Presidente mais vitorioso da história do Grêmio, Fábio Koff vence eleição e volta após 16 anos|acessodata=18 de maio de 2018|autor=Maurício Saldanha|}}</ref>.  

Edição das 06h35min de 14 de julho de 2019

Fábio Koff
Fábio Koff
Divulgação
Informações pessoais
Nome completo Fábio André Koff
Data de nasc. 13 de maio de 1931
Local de nasc. Bento Gonçalves (RS) Rio Grande do Sul, Brasil
Nacionalidade Brasil
Falecido em 10 de maio de 2018 (86 anos)
Local da morte Porto Alegre (RS) Rio Grande do Sul, Brasil
Informações profissionais
Posição Meio-campo
Números no Grêmio como Jogador
Jogos Gols Média
  • Não atuou no Grêmio como jogador.
Números no Grêmio como Treinador
Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
  • Não atuou no Grêmio como treinador.
Clubes profissionais
Anos Clubes
1953
Brasil Atlântico
Times/Equipes que treinou
Anos Clubes
1958-1962
Brasil Atlântico

Fábio André Koff (Bento Gonçalves (RS), 13 de maio de 1931 — Porto Alegre (RS), 10 de maio de 2018), mais conhecido como Fábio Koff, foi juiz de direito, jogador, treinador e um dos maiores dirigentes esportivos do Brasil. É considerado um dos maiores nomes da história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

História

Fabio Koff nasceu no distrito de Santa Tereza, em Bento Gonçalves, hoje município de Santa Tereza. Filho de José André Koff e Vitória Abech Koff. Anos mais tarde, na década de 50, residindo em Erechim, se casou com Yvonne Koff. Tiveram dois filhos, Alexandre Koff e Fábio Koff Júnior.

Nesse período em Erechim, foi sócio da loja de seu pai, além de iniciar o curso de Direito em Passo Fundo. Começou a se envolver com o futebol local, sua paixão. Foi jogador, atuando como meia-direita do Atlântico, do qual também foi vice-presidente e treinador, recebendo o título de sócio remido do clube pelos serviços prestados.[1] Sob seu comando, o Atlântico alcançou o tetracampeonato de Erechim e da Zona Norte do Rio Grande do Sul. Também trabalhou no arquirrival Ypiranga, assumindo a função de presidente do Departamento Esportivo no ano de 1964, período em que o clube operacionalizou o projeto que resultou na construção no Estádio Colosso da Lagoa.[2]

Se formou em Direito e foi juiz em diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul, e por fim na capital, Porto Alegre. Ademais, atuou como advogado, professor, secretário especial do governo Pedro Simon e presidente da Corsan.[3]

Grêmio

Paixão Tricolor

Sua paixão pelo Tricolor começou muito cedo, no final dos anos 30, veio do rádio. Não só o de casa, que precisava dividir com quem gostava de música ou de notícia. Um enorme aparelho, quase do tamanho de uma TV, plantado no lugar mais nobre do Café Possebon, próximo a residência dos Koff, o unia ao time da então inatingível Porto Alegre. Sempre que podia fugia de casa para escutar os jogos, inclusive se escondia dos parentes que também frequentavam o local. Em um natal, com seis anos, ganhou a primeira camiseta tricolor.[4]

Ainda menino, quando estudava no Colégio IPA, foi levado pela primeira vez pelas mãos de um tio para conhecer a antiga Baixada. A estreia não poderia ser melhor, acompanhou a vitória do Grêmio contra o Independiente. O primeiro confronto contra um time argentino. Na adolescência, ainda estudando no IPA e atuando no time do colégio, acompanhava os treinos do Grêmio na Baixada após a aula.

Em 1959, tornou-se sócio do Grêmio e depois quando juiz de direito, rodando por várias cidades do interior gaúcho, acompanhava o clube sempre que podia. Chegou a equipar seu fusca azul com uma longa antena para ouvir os jogos. Sempre partindo para pontos altos da cidade para poder sintonizar melhor a frequência.

Vida em Prol do Grêmio

Entrou para o Conselho Deliberativo no dia 1º de julho de 1967. Com apenas 36 anos, começava uma trajetória de relevantes serviços prestados ao Grêmio. Em 1975, foi eleito vice-presidente de futebol na gestão de Hélio Dourado, outro ícone histórico do tricolor. Em função dos compromissos da magistratura, deixou a vice-presidência no ano seguinte, indicando Nelson Olmedo como substituto. Antes de deixar o futebol do clube, contratou o treinador Telê Santana. Ali iniciava a montagem do time que tirou a hegemonia estadual do rival Internacional.

Em 1980, concorreu pela primeira vez à presidência do clube, sendo derrotado pelo próprio Hélio Dourado. Porém, no final de 1981, foi eleito presidente pela primeira vez, derrotando Rafael Bandeira. Em sua primeira gestão, seguiu a mesma linha política do antecessor. Nesse período o clube pagou integralmente área de Eldorado do Sul, que viria a ser o CFT Hélio Dourado, construiu os camarotes e a área de imprensa do Estádio Olímpico, além de importantes medidas judiciais quanto ao estádio e ao terreno do CT da Escola do Grêmio no Bairro Cristal.

No futebol o Grêmio foi vice-campeão do Brasileiro de 1982, perdendo o título para o Flamengo. Mesmo com a vaga na Libertadores seguinte, Koff era criticado pela torcida, que, não raro, pintava os muros do Olímpico pedindo sua saída. "Fora, Koff", era uma das frases estampadas. Um dos motivos foi a campanha ruim na primeira participação tricolor no torneio continental, caindo na fase inicial. Reeleito apesar das adversidades, Koff promoveu uma revolução em 1983.[5]

A Terra é Azul, Preta e Branca

Arquivo:Fábio Koff com as taças da Libertadores e Mundial.jpg
Koff com as taças da Libertadores e Mundial.
Foto: Mauro Mattos / Agencia RBS

Buscando o sonho de vencer a Libertadores e chegar à Tóquio, Fábio Koff assessorado de seu vice de futebol, Alberto Galia, alterou a filosofia de futebol do clube. Mantendo a base de 1982, trouxe nomes que tinham o estilo de jogo necessário para vencer a competição e apostou em jovens que buscavam espaço na equipe titular, além de se desfazer de bons jogadores, que não tinham o perfil da competição. O começo da temporada foi complicado, com eliminação precoce no Brasileiro de 1983. Koff bancou o jovem treinador Valdir Espinosa.

Na Libertadores de 1983, Koff mostrou sua força nos bastidores. Conseguiu a inscrição do goleiro Mazarópi, contratado após o prazo concedido pela Conmebol. Isso foi vital para que o regulamento permitisse inscrever jogadores até determinada fase na competição, regra que permanece até hoje.

Em 28 de julho de 1983, o Grêmio se sagraria o primeiro clube gaúcho campeão da Libertadores e o "Fora, Koff" virou "Fora, Koff. Vai pra Tóquio". Em 11 de dezembro, venceria o Hamburgo no Mundial de Clubes com dois gols de Renato Portaluppi. No ano seguinte, Koff decidiu não se reeleger e indicou Alberto Galia, seu vice de futebol, que venceu as eleições e acabou vice-campeão da América.

Retorno ao clube e novas conquistas

Após assumir alguns cargos públicos no governo gaúcho, em 1990, Koff foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio e no final de 1992, por aclamação, voltou a presidência do clube. O clube passava por uma precária situação financeira, retornando à Série A. Buscando voltar à Tóquio e formar novamente uma equipe vencedora, chamou Cacalo para vice-presidência de futebol. O começo não foi fácil, o ano iniciou com Sérgio Cosme que culminou no vice-campeonato da Copa do Brasil. Logo após, Sérgio Cosme foi demitido. Para o lugar, foi contratado Cássia Carpes. Acabou demitido mesmo com o título do Campeonato Gaúcho.

Antes do inicio do Campeonato Brasileiro, Luiz Felipe Scolari foi contratado. Grêmio iniciou mal no campeonato e logo foi eliminado na primeira fase. Novamente as críticas vinham surgindo. Koff bancou Felipão e junto de Cacalo remontaram o time para o ano seguinte.

A parceria com Felipão deu certo, em 1994, o Grêmio foi campeão da Copa do Brasil e Koff acabou reeleito por aclamação no Conselho Deliberativo. O título credenciou o clube a disputar a Libertadores, sua obsessão pessoal. Apostando em jovens promessas e jogadores contestados em outros clubes, o Grêmio conquistou a Libertadores de 1995. No final do ano o Grêmio foi novamente para o Japão. O título Mundial acabou perdido nos pênaltis. No período, também vieram os estaduais de 1995 e 1996, estes carinhosamente apelidados de "Cafezinho", pois o Grêmio utilizara um time mesclado na competição.

Em 1996 o Grêmio voltou ao Japão e conquistou a Recopa Sul-Americana. Faltava apenas um título na galeria de troféus de Fábio Koff, o Campeonato Brasileiro. A conquista veio a poucos dias do Natal. Em uma partida emocionante, Ailton marcou o gol do título, eram quase 40 minutos da etapa complementar. Grêmio venceu a Portuguesa por 2 a 0 e conquistou o bicampeonato brasileiro. A torcida no Olímpico pedia em peso a permanência do presidente. Até um avião sobrevoou o estádio com uma faixa escrita: "Fica, Koff". Apesar da insistência da torcida, a decisão já estava tomada. Koff elegeu seu sucessor, Cacalo, e focou seu tempo no Clube dos 13, onde tinha sido eleito em 1995. Comandou o Clube dos 13 por 16 anos até sua extinção em 2011.

Terceira Gestão e Questão Arena

Koff com as taças da Libertadores e Mundial.
Foto: Mauro Mattos / Agencia RBS

Aos 81 anos, decidiu concorrer a presidência do Grêmio, em busca da terceira gestão no comando do clube. Em 21 de outubro de 2012 foi eleito pelos sócios do clube com 57,5% dos votos válidos contra 36,7% do atual presidente Paulo Odone.[6].

A terceira passagem de Koff pelo Grêmio, no entanto, foi cheio de problemas. Alterando a filosofia de gestões anteriores, investiu pesado na montagem de um time experiente. A maioria das contratações fracassou, e o resultados não vieram. Além disso, o relacionamento conturbado entre o clube e a OAS na administração do novo estádio gremista, a Arena do Grêmio, tirou o foco do presidente nas questões do futebol.

As negociações da Arena se arrastaram por 16 meses até que em junho de 2014, Grêmio e OAS assinaram um aditivo que modificou o contrato entre as partes. Diminuindo a oneração do clube na questão da presença dos sócios patrimoniais na Arena, dentre outros itens contratuais. Ademais, ficou costurado um acordo para o clube assumir integralmente a gestão do estádio. Fábio Koff foi de vital importância na renegociação deste contrato. Boa parte de sua gestão foi focada na resolução do imbróglio.[7].

Voltando ao futebol, após um primeiro semestre ruim, trouxe o amigo e ídolo gremista Luiz Felipe Scolari, reatando a parceria de sucesso da década de 90. Conciliou o cargo de presidente com a vice-presidência de futebol. A política de contrações mudou, visando um time mais barato com um custo-benefício melhor e maior aproveitamento dos jogadores das categorias de base.

Já no final de seu mandato rechaçou a possibilidade de reeleição e indicou Romildo Bolzan Júnior como seu sucessor. Mais uma vez sua indicação venceu as eleições do clube.

Continuou no cargo de vice-presidente de futebol e alegando problemas pessoais, deixou o Grêmio em março de 2015.[8].

Falecimento e Legado

Prestes a completar 87 anos, Fábio Koff faleceu na manhã do dia 10 de maio de 2018, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Estava internado desde o final de semana anterior e não resistiu a um quadro de infecção generalizada. Foi velado na Arena do Grêmio e no dia seguinte cremado em cerimônia particular.[9]

Fábio Koff esteve praticamente em todos os momentos importantes do Grêmio desde o final da década de 70. Deixou um legado de transparência, conquistas e realizações no clube que tanto amou. Ainda em 2016, lançou sua biografia, Fábio Koff: Memórias e confidências. O que faltou esclarecer. No início do livro, escreveu uma dedicatória que resume o comportamento ideal de cada gremista:

"Dedico estas minhas memórias à absoluta maioria dos gremistas que servem ao clube, em vez de se servirem dele."[10]

Títulos

Como Presidente

Grêmio

Referências

  1. Atmosfera Online. Município decreta luto oficial pela morte de Fábio Koff. Visitado em 17 de maio de 2018.
  2. Ypiranga Futebol Clube. Ypiranga lamenta o falecimento do seu ex-diretor Fábio Koff. Visitado em 17 de maio de 2018.
  3. Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Governador manifesta pesar pelo falecimento de Fábio Koff. Visitado em 17 de maio de 2018.
  4. Luiz Zini Pires. Koff: O rádio no casarão de Garibaldi e os degraus de madeira da Baixada. Visitado em 18 de maio de 2018.
  5. GloboEsporte.com. Do "Fora, Koff" ao título mundial: a trajetória do ex-presidente do Grêmio. Visitado em 18 de maio de 2018.
  6. Maurício Saldanha. Presidente mais vitorioso da história do Grêmio, Fábio Koff vence eleição e volta após 16 anos. Visitado em 18 de maio de 2018.
  7. Correio do Povo. Objetivo do Grêmio é assumir a gestão integral da Arena, diz Koff. Visitado em 18 de maio de 2018.
  8. Estadão. Fabio Koff deixa diretoria do Grêmio por problemas pessoais. Visitado em 18 de maio de 2018.
  9. Grêmio FBPA. Morre, aos 86 anos, o presidente campeão do mundo. Visitado em 18 de maio de 2018.
  10. LEDUR, Paulo Flávio. Fábio Koff: Memórias e confidências. O que faltou esclarecer. Porto Alegre: AGE, 2016.